Venho a algum tempo acompanhando as discussões sobre
Mobilidade Urbana e novos modais de transporte
coletivo, como o marítimo, o teleférico, o BRT que, em conexão com os ônibus, permitirão
a população deixar o carro na garagem e passar a usar o transporte de massa,
acabando com os engarrafamentos.
Semana
passada fiquei sem carro e precisei pegar um ônibus. Ao me aproximar do ponto, um ônibus acabava de
abandonar o local mas, como não consta o nome na traseira ou mesmo na lateral não sabia se era
ou não o “meu ônibus”. Procurei alguma informação no ponto e não existia. E
fiquei ali esperando por quase uma hora até que resolvi perguntar soube que “meu
ônibus" não mais passava por ali.
Enquanto
que, na Europa, nos pontos de ônibus existe um painel digital que informa não
só quais as linhas que passam no local, bem como o tempo que falta para
chegarem ao ponto, aqui não há qualquer informação, ficando o usuário entregue
a própria sorte.
Quando finalmente embarquei percebi que além de sorte
precisava de preparo físico porque as escadas dos ônibus são feitas para
pessoas jovens e subir seus degraus exige uma dose grande de esforço. Já
dentro do ônibus me vi, então, jogada para todos os lado, até que consegui
sentar e passe a observar o entorno. Notei que também não há um mapa
com os pontos de parada e tive que pedir ajuda do cobrador. Vi que este tinha
também como função ajudar as pessoas obesas, as que carregavam criança no colo
ou muitos pacotes a passarem pela catraca, uma tarefa nada fácil. Pensei: porque
não usam catracas modernas, dessas que encontramos na entrada das salas de
cinema?
Ao chegar
ao meu destino conclui que nossos ônibus não passam de latas velhas
recondicionadas. E que, mesmo que venhamos a ter novas modalidades de
transporte, como o marítimo, o teleférico, o BRT se, continuarmos a depender desses
"latões", não somente eu, mas acredito que a maioria da população,
não vai deixar o carro na garagem e continuaremos a ter congestionamento.
Perde a
cidade e perdemos nós que gostaríamos de ter um sistema de transporte coletivo
mais parecido com o do 1o. mundo e menos com o da Índia ou Paquistão.
Texto publicado em 28 de novembro de 2013 no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, SC.
Semana
passada fiquei sem carro e precisei pegar um ônibus. Ao me aproximar do ponto, um ônibus acabava de
abandonar o local mas, como não consta o nome na traseira ou mesmo na lateral não sabia se era
ou não o “meu ônibus”. Procurei alguma informação no ponto e não existia. E
fiquei ali esperando por quase uma hora até que resolvi perguntar soube que “meu
ônibus" não mais passava por ali.
Enquanto
que, na Europa, nos pontos de ônibus existe um painel digital que informa não
só quais as linhas que passam no local, bem como o tempo que falta para
chegarem ao ponto, aqui não há qualquer informação, ficando o usuário entregue
a própria sorte.
Quando finalmente embarquei percebi que além de sorte
precisava de preparo físico porque as escadas dos ônibus são feitas para
pessoas jovens e subir seus degraus exige uma dose grande de esforço. Já
dentro do ônibus me vi, então, jogada para todos os lado, até que consegui
sentar e passe a observar o entorno. Notei que também não há um mapa
com os pontos de parada e tive que pedir ajuda do cobrador. Vi que este tinha
também como função ajudar as pessoas obesas, as que carregavam criança no colo
ou muitos pacotes a passarem pela catraca, uma tarefa nada fácil. Pensei: porque
não usam catracas modernas, dessas que encontramos na entrada das salas de
cinema?
Ao chegar
ao meu destino conclui que nossos ônibus não passam de latas velhas
recondicionadas. E que, mesmo que venhamos a ter novas modalidades de
transporte, como o marítimo, o teleférico, o BRT se, continuarmos a depender desses
"latões", não somente eu, mas acredito que a maioria da população,
não vai deixar o carro na garagem e continuaremos a ter congestionamento.
Perde a
cidade e perdemos nós que gostaríamos de ter um sistema de transporte coletivo
mais parecido com o do 1o. mundo e menos com o da Índia ou Paquistão.
Texto publicado em 28 de novembro de 2013 no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, SC.
Texto publicado em 28 de novembro de 2013 no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, SC.




.jpg)
