FLORIANOPOLIS PARA PESSOAS
As cidades devem pressionar os urbanistas e os arquitetos a reforçam as áreas de pedestres como uma política urbana integrada para desenvolver cidades vivas, seguras, sustentável e saudáveis.
Jan Gehl
Depois de uma semana de chuva hoje finalmente saiu o sol e pude pegar minha câmera fotográfica e me dirigir ao centro da cidade. Vou, finalmente, colocar em prática o projeto de escrever no meu blog sobre as calçadas do centro de Florianópolis.
Como toda grande cidade também aqui se anda muito a pé no centro - são pessoas que vão para o trabalho, para o consultório do médico, para as compras, etc. E, como o trânsito de pedestres é mais intenso nas Ruas Esteves Jr. (no espaço entre o Tribunal do Trabalho e a Rua Vidal Ramos), Jerônimo Coelho e Osmar Cunha foi para lá que me dirigi munida da minha Nikon, sem importar-me com o que poderiam estar pensando daquela mulher maluca fotografando calçadas. Ou talvez nem prestassem muita atenção: a maioria passava grudada nos seus celulares, muito rápidas, sem olhar para os lados.

Rua Tenente Silveira - FLORIANÓPOLIS

Rua Nereu Ramos, FLORIANÓPOLIS
As ruas se tornaram impessoais e as pessoas anônimas. Não são mais lugares de encontro, de convivência, são lugares nenhum, como abserva Jane Jacobs em “Morte e Vida de Grandes Cidades” (1961), a bíblia dos urbanistas. Vai dizer que “A feição urbana foi desfigurada a ponto de todos os lugares se parecerem com qualquer lugar, resultando em Lugar Algum. (...) (Em função dos automóveis) as ruas são destruídas e transformadas em espaços imprecisos, sem significados (...). Os pontos de referências são aniquilados ou tão deslocados de seu contexto na vida urbana que se tornam trivialidades irrelevantes.” O aumento do tráfico de automóveis e a falta de políticas públicas voltadas ao pedestre estão acabando com a vida nas cidades (...)."

Rua Osmar Cunha - FLORIANÓPOLIS
Hoje, quando se fala em mobilidade urbana esquece-se que mobilidade não pode ser só para os carros, que precisamos pensar também em mobilidade para as pessoas e que as calçadas são os órgãos vitais de uma cidade. Também o arquiteto Dinamarquês, Jan Gehl, em “Cidades para Pessoas” da Ed. Perspectiva, fala que “...uma cidade se torna viva sempre q as pessoas sintam-se convidadas a caminhar, pedalar ou permanecer nos espaços da cidade. (...) e reforçar a função social do espaço da cidade como local de encontro (...) contribui (...) para uma sociedade democrática e aberta.”
Dei-me conta do absurdo que são nossas calçadas depois de morar em Nice e viajar por diversos países da Europa e poder sentir o que é andar com conforto e segurança, sem pressa.

Place Masséna - NICE, FR

Av. Médecin - NICE

Transporte Coletivo - NICE

Promenade des Anglais - NICE

Promenade des Anglais - NICE

Pl. Garibaldi - NICE

Hôtel Dieu, Île de La Cité - PARIS
.JPG)
Jd de Luxembourg - PARIS

Banlieues - PARIS, França

emigrantes nos banlieues parisiense
Beatriz Arruda
Nenhum comentário:
Postar um comentário