AS MULHERES E A RELIGIÃO

O texto abaixo foi extraído do livro "Sexo sem Nexo" da catarinense, nascida em Florianópolis, mas atualmente mora na Itália onde desenvolve pesquisa sobre a condição da mulher no mundo.
No capítulo sobre as religiões ela mostra como estas sempre serviram para que os homens dominassem as mulheres através do seu poder de manipulação.
Começa falando da Igreja Católica e conta que "O 1º. Holocauslo de que a humanidade tem conhecimento e registro foi executado pela Igreja Católica. Teve início no século XIV e durou até o sec. XVIII, chamando-se Santa Inquisição. 85% das pessoas executadas eram mulheres.
Nos países do terceiro mundo a Igreja continua controlando a vida sexual das mulheres mas esquecendo de regrar a devassa vida sexual de seus padres e punir com rigor a pedofilia cometida por eles.
No hinduísmo, a situação das mulheres é ainda mais grave, elas não tem direito a herança e somente recebe o dote no matrimônio, que é repassado à família do marido. Também não tem direito a propriedade ou de pedir o divorcio. E o infanticídio feminino é praticado por muitas famílias para escaparem da obrigatoriedade de, no matrimônio da menina, dividir os bens com outra família.
E, no judaísmo o casamento e o divorcio obedecem às leis rabínicas e somente os homens podem pedir o divorcio. (No divórcio) elas perdem o pátrio poder dos filhos e também o direito sobre os bens do casal. (...) a esposa rejeitada é obrigada a aceitar a situação e sair de casa somente com as joias e as roupas, deixando os filhos e as propriedades p o marido."
Mas é na religião islâmica que se pratica as maiores violências contra as mulheres e, "Apesar de a Arábia Saudita ser membro das Nações Unidas ela não respeita a Declaração Universal do Direitos Humanos e menos ainda os direitos de suas cidadãs. Em alguns países como Líbia, Egito e Marrocos as mulheres são frequentemente estupradas e seviciadas. São também muitos os exemplos de desigualdade de direitos em países como Síria, Marrocos, Irã e a Jordânia. Neles o desrespeito à mulher não conhece limite. No caso de estupro, a mulher vítima é que deve provar que foi estuprada, que o homem a submeteu ao ato sem o seu consentimento. E, nos muitos casos em que as mulheres não conseguem provar, ao invés de vítimas, transformam-se em acusadas e são presas e condenadas por terem tido um relacionamento sexual sem estarem legalmente casadas!
Em países como Argélia e Paquistão, as mulheres não tem direito algum, nem mesmo a uma carteira de identidade ou a qualquer outro documento legal. Quando Khomeini tomou o poder, no Irã, as mulheres que ousaram protestar foram executadas, penduradas dentro de sacos e mortas com rajadas de metralhadora. Outras foram apedrejadas e esfaqueadas pela população civil masculina. Totalizando 20 mil mulheres executadas. Valia tudo para manter o poder masculino e a total obediência das mulheres ao Estado Islâmico.
O 1º. Mundo vem combatendo o terrorismo islâmico. Mas não é terrorismo o que esses homens fazem com as mulheres e meninas? Para elas não existem vida, não existe liberdade, não existe saída. A Anistia Internacional denuncia: Cerca de 110 milhões de mulheres sofrem graves ferimentos (mtas vezes letais) por toda a sua vida, resultado das mutilação dos orgãos genitais femininos ás quais muitas adolescentes e meninas são submetidas.
Os dados são impressionantes: cerca de 2 milhões de meninas são mutiladas a cada ano, seis mil são mutiladas ao dia e 130 milhões de mulheres em todo o planeta.
É desolador vermos que essa realidade desumana ocorre todos os dias e nada de concreto, absolutamente nada, é feito para que tenha um fim. Porque as mulheres ocidentais não defendem as meninas e adolescentes destes países? Será porque esta realidade esta muito distante de Paris, Londres e Nova York? Porque nenhum país ou organização tomou até agora alguma atitude que realmente ponha um fim a tal crueldade? Será porque as mulheres não são tão importantes quanto os homens neste planeta?"
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