Terça resolvi ver o filme " Frances Ha" que tinha sido muito elogiado pela crítica e era a última semana que passaria em Floripa. Decidi que iria na última seção, a das 21h10 porque poderia, assim, ainda assistir ao jornal na TV.
Mas o tempo voa e quando olhei em direção ao relógio ele marcava 21h - vai dar tempo, pensei (por sorte a sala de cinema fica próxima da minha casa) - e saí correndo. Só depois de comprar o ingresso e sentar na platéia percebi o engano: iniciava "Os Sabores do Palácio" e não "Frances Ha" - havia errado de cinema!
Mas a decepção cedeu lugar ao interesse: o filme mostrava o jogo de poder nos porões (literalmente o Local da cozinha) do Palais de l' Élysée e relatava a amizade entre a protagonista, a excelente Danièle Delpeuch, no papel da chef particular do presidente, e François Mitterand em torno de receitas culinárias. Sua rebeldia e dificuldade em lidar com a burocracia do poder, faz com que troque o cargo no Palácio pela cozinha de um posto avançado na Antártica.
O único problema com o filme foi a fome que aquelas receitas fantásticas tinham despertado e o ClubSandWich com requeijão que tive que encarar no lugar do "foie gras com figos grelhados".
Dia seguinte fui, finalmente, ver "Frances Ha". E uma nova decepção, era americano! E lembra alguns seriados feitos para a TV com ares de Nouvelle Vague. Diria que é um filme frugal, levemente agradável, nada além disto. Discordo da crítica que, na minha opinião, exagerou nos elogios.
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