segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SOBRE FILMES 2

Assisti 2 filmes maravilhosos, embora totalmente diferentes: “Branca de Neve” de Pablo Berger, um conto de fadas espanhol e “Tese sobre um homicídio” de Hernán Goldfrid, um thriller psicológico também espanhol.
“Branca de Neve” é um filme sem diálogos (mudo), preto e branco e, mesmo assim, ganhou o premio Goya. Baseia-se no conto dos irmãos Grimm, mas não é um filme infantil, ao contrário tem algo de sombrio. Passa-se em Sevilha, no começo do século passado. É a historia de um toureiro famoso que é ferido durante uma apresentação, cuja mulher morre ao dar a luz a uma menina.
Carmem, a filha, é cuidada pelos avos, e aos 10 anos vai morar com o pai e a madrasta má. Esta obriga o motorista (seu amante) a mata-la, mas ela consegue fugir e é adotada por uma trupe itinerante de anões que lhe dão nome de Branca de Neve.
Ao final do filme, durante uma toureada, assistimos ao embate entre as 2 mulheres: Branca de Neve (o bem ) e a madrasta (o mal). É um belíssimo filme, com uma estética deslumbrante.

Em “Tese Sobre um Homicídio”, um professor universitário de direito criminal (o excelente Ricardo Darín) resolve investigar um assassinato ocorrido na frente da universidade e, com o tempo ele passa a suspeitar de um aluno. O roteiro é inteligente, cheio de nuances e sutilizas e a direção é perfeita, além do ator, que leva o filme praticamente sozinho.

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