terça-feira, 17 de novembro de 2015

NÃO AO FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO


(texto publicado inicialmente em meu blog em 20/04/2015)
Estava em Budapeste e deveria ir a Paris dali a tres dias quando soube do ataque de um grupo mulçumano a revista Charlie Hebdo. Liguei a TV e ouvi de uma repórter que havia o perigo do aumento da islamofobia e o fortalecimento da extrema direita.
Lembrei dos museus sobre o holocausto que havia visitado na viajem pela Europa Central e veio-me a pergunta: não haveria uma semelhança entre o radicalismo islâmico e o nazismo? Sendo que o nazismo, assim como o islamismo visa eliminar aqueles que são diferentes, que não comungam das suas ideias. Mesmo a igreja católica da idade média quando mandava para a fogueira aqueles que eram hereges também praticava o fundamentalismo religioso.
Considero a afirmação de que o Corão não defende a violência equivocada. A ex-deputada da Holanda, nascida na Somália mas de origem muçulmana, Ayaan Hirsi Ali, que fez um documentário sobre o islamismo com o sobrinho-neto do pintor Van Gogh, Théo Van Gogh - Théo foi assassinado pelos muçulmanos e ela sofreu uma fathva (ameaça de morte) e hoje encontra-se exilada nos USA, sem poder retornar à Holanda - mostraram que em várias passagens do "Corão" ele incita, sim, a violência. Mario Vargas Llosa, em 19/04, no Estadão fala sobre o novo livro de Ayaan.  Herectic - Islam Needs a Reformation Now, "Herege - Porque o Islam precisa de uma Reforma Já" (em uma tradução livre). Ayaan sustenta que a origem da violência praticada por organizações como Al-Qaeda e Estado Islâmico tem sim sua raiz na própria religião e a única maneira eficaz de combatê-la é mediante uma reforma radical de todos aqueles aspectos da fé muçulmana incompatíveis com a modernidade, a democracia e os direitos humanos. Critica também os governos ocidentais que, seguindo o politicamente correto, empenham-se em afirmar que o terrorismo é alheio a religião, o que afirma ser rigorosamente falso.
Perguntaria também se o ocidente não está sendo condescendente com o islamismo, como foi no passado com o nazismo, quando só se deu conta da dimensão do mal que representava para a humanidade quando muitas vidas tinham se perdido. Concordo que nem todo islamista é radical, assim como nem todo nazista saía queimando judeus e homossexuais. O problema é quando a religião ou a ideologia incita o radicalismo através de um pensamento absolutista - sua verdade é única e absoluta e não aceita que alguém possa pensar diferente.
Assim como hoje o Nazismo é proibido, penso que o islamismo também deveria ser proibido nos países da UE se quisermos evitar mais tragédias. Não seríamos nós também antidemocráticos? você vai perguntar. Porém, porque proibir o nazismo é democrático e o islamismo não, se ambos pregam a destruição? O nazismo matou mais de 6 milhões de judeus e o terrorismo muçulmano vem matando milhares de "hereges" e continuará fazendo vítimas.
O muçulmano que vive no ocidente não compartilha dos seus valores e não procura se aculturar: muitos não aprendem o idioma local, por isto não encontram trabalho, vivendo à custa dos impostos pagos pelos cidadãos do país onde mora. Mas vem para o ocidente porque seu objetivo é sua islamização. Assim como o nazismo pretendia dominar o mundo, o Islã pretende expandir suas idéias. Idéias que nada tem haver com Igualdade, Fraternidade e Liberdade.
(*) Leiam também "Infiel, a historia de uma mulher que desafiou o islã", da Companhia das Letras.


17/11/2015 - Sexta-feira,13 deste mês de novembro houve novo atentado do Estado Islâmico. Oito terroristas invadiram alguns bares e restaurantes do 10o e 11o arrodissement de Paris e assassinaram 128 pessoas, de maneira bárbara. Novas ameaças de atentados terroristas estao sendo divulgados pelo EI, desta vez contra os USA.
Também a questão dos imigrantes sírios tornou-se um problema para o Ocidente. Em relação a estes, esclareço que não penso que são as pessoas, ou os sírios que devam ser proibidos de fugirem para a Europa; mas, sim, o islamismo. Se alguém, de fora, vem para minha casa, ele devera se adaptar aos costumes da família, só assim será bem vindo. O mesmo deveria ocorrer com todos os imigrantes.

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