quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
SOBRE FILMES 8
A GRANDE BELEZA - filme de Paolo sorrentino, Italia, 2013. Mesmo diretor de "El Divino" e "Aqui é Meu Lugar". Sinopse: Quando o escritor Jap Gambardella faz 65 anos começa a refletir sobre a vida. Desde o gde sucesso do primeiro e único romance "O Aparelho Humano" sua vida se passa entre festas da alta sociedade, os luxos e previlégios da fama.
O filme é maravilhoso, uma fotografia belíssima. Retrata a decadência não só da elite mas também do clero e da política italiana. É uma continuação de "A Doce Vida”, de Fellini. Pena que Jap Gambardella não tenha o mesmo charme de Marcelo Mastroiano e pareça um pouco desorientado no meio mundano, embora o personagem principal seja Roma e Jap, somente seu cronista. É também felliniano nos personagens exóticos que frequentam as festas. Enquanto que, o vazio da vida em alta sociedade e a busca do prazer sem fim parecem inspirados em “A Noite” de Antonioni. Uma homenagem ao cinema italiano dos anos 60?
JOVEM E BELA - filme de François Ozon, França, 2013. Mesmo diretor de "Potiche", "O Refúgio", "Swimming Pool", "Dentro de Casa", "O Amor em 5 Tempos". Sinopse: Izabella é uma bela jovem de 17 anos que, apesar da confortável condição social e familiar divide seu tempo entra a escola e o trabalho como prostituta de luxo. Desprovida de culpa ou moral, a adolescente dissocia sexo de emoção.
Lacan fala que se deseja o que não se tem. Portanto, qdo a mãe diz: “não lhe falta nada” significa que se Izabelle tem tudo e todos os seus desejos são satisfeitos, só lhe resta desejar o que não pode, o que esta interdito. Poderia optar pela droga mas escolhe tornar-se uma prostituta e oferecer seu corpo em troca de dinheiro. A escolha é narcissica: oferece seu corpo para admiração dos homens e, impedida de gozar, se oferece para o gozo de outros. Seu prazer esta em oferecer o corpo, mas é com o dinheiro - que goza. É uma critica a sociedade de consumo? Talvez.
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