Após as manifestações de junho/2013 a presidente Dilma declarou: “cabe a todos nos, servidores, responder essas vozes”. Com todo respeito, gostaria de perguntar: nós, quem, cara-pálida? V. Exa. é a chefe e deveria dar o exemplonvestindo mais na qualidade do Serviços Público.
Quando menina escutava que existiam servidores públicos em excesso. Entretanto, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) o total de servidores no Brasil representa 15% do total de empregos, enquanto na maioria dos países é de 22% e somente o Japão tem um número menor, de 10%. Diariamente lemos no jornal que faltam fiscais nas praias, anestesistas nos hospitais públicos, policiais nas ruas e, basta entrar em uma repartição para ver em cima das mesas montanhas de papéis que demorarão meses para serem despachados. Sei que vocês vão dizer: se a turma do cafezinho e do atestado médico trabalhasse... Também escutava que funcionário público não gosta de trabalhar. Mais tarde, tendo eu mesma me tornado uma Servidora Pública verifiquei que, assim como existe a turma que faz “corpo mole”, há também muitos que “vestem a camisa”, apesar das dificuldades muitas vezes encontradas. Na sala onde atendia os pacientes não tinha ar-condicionado, mas um ventilador que precisei levar de casa. Some-se a isto tudo a falta de gestão de recursos humanos, a falta de qualificação da mão de obra e os chamados “cargos de confiança”, que nada mais são do que “cabides” de emprego.
O processo de desenvolvimento e modernização do país exige que o governo invista em melhores condições dos serviços públicos. E, caso queira responder as vozes das ruas o governo precisará investir muito em saúde, educação, segurança, etc. Uma sociedade verdadeiramente democrática é aquela em que todos têm acesso a bens de serviços de qualidade.
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