domingo, 22 de julho de 2018

QUANDO ENTRAREMOS NO SECULO XXI?

A pergunta justifica-se porque somos um país muito atrasado - nos faltam investimentos em infraestrutura, estamos no 80º lugar em competitividade e somos uma das economias mais fechadas do mundo. No PISA estamos entre os últimos lugares em matemática, linguagem e ciências. Também,  maioria da nossa população é monoglota, o que nos torna menos preparados para participar do mundo globalizado. 

Na política, continuamos dominados por velhas oligarquias e são mínimas as chances de que ajam mudanças. Os político costumam usar seus 4 anos de mandato para preparar a próxima eleição, aprovando emendas que levam verbas para suas prefeituras e, assim, ganham os votos dos eleitores.
Mudanças na composição dos poderes executivo e Legislativo só quando alguém se aposenta e mesmo assim, deixam os filhos ou mulher, as vezes até mesmo a ex-mulher, no seu lugar. Assim, são também mínimas as chances que este Congresso que aí está aprove reformas que possam tirar nosso país do atraso.

Estamos ainda no século XX e não atingimos a modernidade, não só na economia, na educação e na política mas, o que talvez seja mais grave também a sociedade é muito conservadora. 
Somos contra as privatizações, mesmo quando estas empresas causam um déficit de 20 bi por ano - dinheiro que poderiam ser investido em educação e saúde. Para a maioria da população "a Petrobrás é nosso patrimônio".

Também, gostamos muito de privilégios - herança das Ordenações Manuelinas, trazida por D. João VI, que diz que alguns tem mais direitos que outros – privilégios estes que são mantidos pela força das bancadas no Congresso. 
A bancada o funcionalismo público, segundo o Estadão têm 289 deputados ou 32 votos a mais do que a maioria absoluta (257) da Casa e, no Executivo são 267 sindicatos e associações com quem o governo também precisa negociar. A eficácia de atuação é maior do que a de outras bancadas mais barulhentas e com mais repercussão em redes sociais. Seu poder de fogo foi decisivo para enterrar não só a reforma da Previdência mas, também tem conseguido adiar o fim dos chamados "penduricalhos", benefícios como auxílio-moradia no judiciário. Isto mostra porque muitas reformas não foram adiantes apesar do empenho do executivo, hoje totalmente refém do legislativo.  

Resumindo: não somente o Congresso não é reformista como a sociedade é menos ainda. Ela quer mais governabilidade e menos corrupção mas é contra as reformas que poderiam nos fazer entrar no século XXI.







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