Na política, continuamos dominados por velhas
oligarquias e são mínimas as chances de que ajam mudanças. Os político
costumam usar seus 4 anos de mandato para preparar a próxima eleição, aprovando
emendas que levam verbas para suas prefeituras e, assim, ganham os votos
dos eleitores.
Mudanças na composição dos poderes executivo e
Legislativo só quando alguém se aposenta e mesmo assim, deixam os filhos ou
mulher, as vezes até mesmo a ex-mulher, no seu lugar. Assim, são também mínimas as chances que este
Congresso que aí está aprove reformas que possam tirar nosso país do atraso.
Estamos ainda no século XX e não atingimos a modernidade, não só na economia, na educação e na política mas, o que talvez seja mais grave também a sociedade é muito conservadora. Somos contra as privatizações, mesmo quando estas empresas causam um déficit de 20 bi por ano - dinheiro que poderiam ser investido em educação e saúde. Para a maioria da população "a Petrobrás é nosso patrimônio".
Também, gostamos muito de privilégios - herança das
Ordenações Manuelinas, trazida por D. João VI, que diz que alguns tem mais
direitos que outros – privilégios estes que são mantidos pela força das bancadas no
Congresso.
A bancada o funcionalismo público, segundo o Estadão
têm 289 deputados ou 32 votos a mais do que a maioria absoluta (257) da Casa e,
no Executivo são 267 sindicatos e associações com quem o governo também precisa
negociar. A eficácia de atuação é maior do que a de outras bancadas mais
barulhentas e com mais repercussão em redes sociais. Seu poder de fogo foi
decisivo para enterrar não só a reforma da Previdência mas, também tem
conseguido adiar o fim dos chamados "penduricalhos", benefícios como
auxílio-moradia no judiciário. Isto mostra porque muitas reformas não
foram adiantes apesar do empenho do executivo, hoje totalmente refém do
legislativo.
Resumindo: não somente o Congresso não é reformista como a sociedade é menos ainda. Ela quer mais governabilidade e menos corrupção mas é contra as reformas que poderiam nos fazer entrar no século XXI.