Se Kin Jong-Un, o ditador da Coréia do Norte tivesse errado o alvo de um dos seus mísseis e, em vez de cair nos USA (imaginando que fosse possível) tivesse caído no Brasil, não teria feito um estrago tão grande quanto as delações da JBS.
Ninguém, com um mínimo e informação, acreditava que houvesse um único político "limpo", que nunca tivesse usado caixa 2 e, em consequência, que não estivesse envolvido em corrupção - porque faz parte do modus operandi da nossa política - o que não se podia imaginar é que mesmo depois da Lava Jato, eles continuassem a delinquir.
O mais grave é que o tal "míssil" atingiu o país quando este, finalmente, apresentava sinais de recuperação e quando as reformas - tão necessárias para sairmos da crise - estavam prestes a ser aprovadas. Minha reação foi: "será que não poderiam esperar mais um pouco para divulgar?" Lembrando do que ocorreu com a operação Carne Fraca, quando não houve cautela na divulgação das denúncias e usaram a estratégia da "terra arrasada".
Juan Árias, no jornal "El País" diz que o conceito clássico grego da epiqueia ensina os juízes que em toda lei, além da letra, existe a sua alma. Desde Platão a Aristóteles, passando por São Tomás, não existia justiça sem o contrapeso da equidade. A interpretação moderna da epiqueia implica levar em conta o momento histórico e o interesse da sociedade.
Não parece ser o que move alguns magistrados do Supremo, como o ministro Gilmar Mendes, quando usa a literalidade da lei para tirar da prisão certos personagens políticos do grande escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato, quando a letra da lei passa por cima dos anseios de justiça de toda uma sociedade.
E as consequências do açodamento da PF estão sendo catastróficas: o dólar já disparou, com seu possível reflexo nos preços; o desemprego voltou a crescer e a aprovação do refinanciamento das dívidas dos Estados sofrerá um grande atraso.
Porém, magistrados e PF parecem pouco se importar com o delicado momento que vive este Brasil em carne viva; indiferentes as cenas mostradas na TV, como a da aposentada que ostentava um cartaz em uma rua do RJ pedindo ajuda para comprar remédio ou com o idoso que, às lágrimas, relatava que precisava pedir ajuda dos vizinhos para sobreviver porque não recebe o salário há meses. Só posso concluir que falta alma na interpretação da lei.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
OS ÂNIMOS ESTÃO EXALTADOS
Aprendemos que não é de bom tom discutir sobre religião, política e futebol, principalmente se for à mesa, no almoço de domingo. Tocar em um destes assuntos causaria constrangimento geral porque sempre haveria um cunhado que é de uma religião diferente dos demais e pode se ofender se alguém vier a criticar sua igreja; ou pode ser de um partido que não é unanimidade na mesa. E a abordagem destes assuntos é sempre muito mal visto por todos.
Mas hoje esta regra vem sendo quebrada e sempre haverá alguém que vai citar o PT ou o LULA, incendiado os ânimos e, causando não só indigestão, como fazendo com que a maioria abandone a mesa antes do final do almoço. E muitos deixarão de se falar por um bom tempo e hoje, mais do que nunca, é preciso proibir certos assuntos, dizem.
Tudo isto porque lidamos mal com opiniões diferentes da nossa e partimos logo para o confronto e, não sem razão, tememos o debate de ideias que, quase sempre, acaba em briga.
Quando o brasileiro passou a ir para a rua protestar, percebeu que não podia mais manter-se omisso e passou a expôr suas opiniões sobre política abertamente, surgindo daí afirmações do tipo: "o país está polarizado" ou "os ânimos estão exaltados".
E quem aprendeu que era "feio" falar sobre política hoje está tendo que debater reforma política, cláusula de barreira para os partidos, etc.com quem pensa diferente dele.
Porém, idéias levam ao consenso, e quando varias pessoas se juntam em torno delas, há uma polarização destas, o que não é errado. O problema é quando estes polos geram pensamentos absolutistas, transformando-se em seitas e, quem não pensa igual é considerado inimigo (o que ocorre hoje com um certo partido político de esquerda).
O problema, portanto, não é a polarização mas, quando esta polarização leva à idéias fundamentalistas e não admitem contestações.
Na Europa, mais ainda na França o debate de idéias é considerado uma virtude. Norberto Elias, sociólogo alemão, no seu livro “O Processo Civilizador” relata que durante o século XVIII, nos salões da aristocracia, a sátira, as frases de múltiplos sentidos e os elegantes jogos com as palavras eram considerados de bom tom.
Mas, na nossa cultura latina, a crítica ou o simples fato de discordar de alguém, é visto como falta de educação e, como consequência, não aprendemos a debater ideias e, menos ainda, a lidar com a oposição a elas.
Mas hoje esta regra vem sendo quebrada e sempre haverá alguém que vai citar o PT ou o LULA, incendiado os ânimos e, causando não só indigestão, como fazendo com que a maioria abandone a mesa antes do final do almoço. E muitos deixarão de se falar por um bom tempo e hoje, mais do que nunca, é preciso proibir certos assuntos, dizem.
Tudo isto porque lidamos mal com opiniões diferentes da nossa e partimos logo para o confronto e, não sem razão, tememos o debate de ideias que, quase sempre, acaba em briga.
Quando o brasileiro passou a ir para a rua protestar, percebeu que não podia mais manter-se omisso e passou a expôr suas opiniões sobre política abertamente, surgindo daí afirmações do tipo: "o país está polarizado" ou "os ânimos estão exaltados".
E quem aprendeu que era "feio" falar sobre política hoje está tendo que debater reforma política, cláusula de barreira para os partidos, etc.com quem pensa diferente dele.
Porém, idéias levam ao consenso, e quando varias pessoas se juntam em torno delas, há uma polarização destas, o que não é errado. O problema é quando estes polos geram pensamentos absolutistas, transformando-se em seitas e, quem não pensa igual é considerado inimigo (o que ocorre hoje com um certo partido político de esquerda).
O problema, portanto, não é a polarização mas, quando esta polarização leva à idéias fundamentalistas e não admitem contestações.
Na Europa, mais ainda na França o debate de idéias é considerado uma virtude. Norberto Elias, sociólogo alemão, no seu livro “O Processo Civilizador” relata que durante o século XVIII, nos salões da aristocracia, a sátira, as frases de múltiplos sentidos e os elegantes jogos com as palavras eram considerados de bom tom.
Mas, na nossa cultura latina, a crítica ou o simples fato de discordar de alguém, é visto como falta de educação e, como consequência, não aprendemos a debater ideias e, menos ainda, a lidar com a oposição a elas.
terça-feira, 9 de maio de 2017
VIAGEM
No final do mês viajo para Portugal e Espanha, retornando somente no final de Setembro.
Em julho pretendo também ir ao festival de Avignon, na França e, em agosto conhecer a Ilha de Malta.
Durante a viagem postarei fotos e mandarei notícias de além-mar no meu blog www.tiszaglobetrotter.blogspot.com
Pois pois, hasta la vista
segunda-feira, 1 de maio de 2017
ANOTAÇÕES
NÃO AO VOTO OBRIGATÓRIO
Freud, na descrição um caso clínico, ao qual dá o nome de "Ana O." conta que, após a paciente queixar-se da desordem que seu pai provocava na sua vida, lhe faz a seguinte pergunta:" ...mas qual é sua parcela de responsabilidade neste caos que denúncia?" A mesma pergunta poderíamos fazer ao cidadão que acusa os políticos pelos mal feitos denunciados pela Lava Jato.
Anos atrás Pelé disse que o brasileiro não sabia votar e foi execrado pela imprensa. Pergunto, será que estava totalmente errado? A maioria das pessoas escolhe seu candidato pela simpatia ou mesmo porque ele fala bonito, sabe articular bem as ideias, tomando o que é dito como verdade absoluta. Deixam-se enganar pelas palavras. Poucos conhecem o histórico do político para saber se o discurso é verdadeiro, se é coerente com suas ações.
E, nem sempre saber se o candidato já esteve envolvido em desvio de dinheiro ou recebeu propina é suficiente, porque ele ainda poderá vir a se corromper e "entrar no esquema". Portanto, importa, mais do que tudo, saber quais são seus valores éticos e se eles são coerentes com sua vida pregressa. Mas para isto é preciso acompanhar sua trajetória política, é preciso ser bem informado.
Porém, a maioria das pessoas não leem nem assistem aos jornais na TV e poucos se interessam pelo assunto. O trabalhador de baixa renda, o operário, que acordou as 5 horas da manhã para pegar o trem e chegou tarde em casa, cansado, quando liga a TV é para assistir a algum programa de auditório ou a um jogo de futebol. A mulher, quando chegar em casa irá se ocupar com os filhos, da arrumação da casa, etc.
Já, na classe média não é muito diferente e será somente nos níveis mais altos de escolaridade que iremos encontrar quem leia um jornal e procure se informar sobre política.
Não que não possam existir exceções, estou falando da média.
Falo da maioria da população, dos 60% que possui baixa escolaridade e carece, por isto, de um pensamento mais reflexivo e crítico que impede que tenham um juízo mais apurado na hora da escolha de um candidato.
Em vista disto, me parece temerário que pessoas que não acompanham as notícias sobre política e não tenham capacidade de um raciocínio mais abstrato, escolham "no chute" quem vão colocar no cargo de Presidente de uma Nação. Como o voto é obrigatório, acabam escolhendo aquele que acham que é o "menos pior".
Dai porque sou totalmente contra o voto obrigatório - este só é bom para o político que tem, assim, "uma reserva de mercado".
Cito um exemplo de uma má escolha: a da empregada que pergunta a patroa em quem ela deverá votar e obtém como resposta que vote num notório corrupto do círculo de relações dela (patroa). Ingenuamente, supõe a pobre empregada que, como a madame fala "bonito", deve estar certa!
Acho que há uma diferença entre o "não saber votar" do Pelé e o "não ter interesse ou condições" de estar bem informado e fazer uma boa escolha. Pelé imputa a culpa ao eleitor quando, acho que ninguém é obrigado a gostar ou tem tempo para se ocupar com política.
ASSEMBLEIA DE NOTÁVEIS
O jurista Modesto Carvalhosa, Flavio Bierrenbach e José Carlos dias lançaram um manifesto a nação propondo uma Assembleia de notáveis para fazer a reforma política. Uma Assembleia Constituinte originária e independente que preserve o Congresso para cumprir a tarefa, imprescindível e inadiável de levar adiante as reformas fiscais, trabalhista e previdenciária. Passamos por uma grave crise econômica que precisa ser enfrentada com reformas urgentes.
Já, as propostas apresentadas pelos congressistas, a do Fundo Partidário e Lista Fechada não terão mais chance, depois da Lista de Fachin, com a graça de Deus! A população não iria aceitar pagar 6 bi para a campanha desta "turma", enquanto que a Lista Fechada tem como finalidade reelegê-los, dando-lhes o foro privilegiado.
Como a reforma política não poderá vir deste Congresso que aí está, visto que 1/3 está envolvido na Lava Jato é necessário, e urgente, ao menos, proibir coligações e instituir a Cláusula de barreira. Deveríamos ter não mais que 5 partidos no Congresso (um de direita, um de esquerda, um de centro, um de extrema direita e um de extrema esquerda) representados no Congresso.
Parafraseando Zigmunt Bauman, autor de, "Modernidade Líquida ", recém-falecido, os partidos políticos se liquidificaram e há hoje uma falência total do sistema, não temos mais partidos mas, tão somente, comitês eleitorais. Os políticos não são do que despachantes dos interesses privados/empresariais.
UDN E PSD
Antigamente o cidadão comum ou era da UDN ou do PSD. E quem era UDN era identificado com a direita e defendia uma política de cunho nacionalista, enquanto que no PSD estavam os liberais.
Mas hoje vota-se no candidato, sem nem saber a qual partido pertence, não há representatividade. Representam tão somente seus próprios interesses e estão preocupados somente em reeleger-se afim de manter os privilégios. Mesmo partidos que ainda possuíam alguma identidade ideológica, como PT, PCdoB tornaram-se também fisiológicos.
2018
As campanhas políticas, que eram feitas em cima de promessas de melhorias na segurança, saúde, ensino, etc hoje terão que mudar esse discurso. É necessário ouvir as demandas da população que clama por menos corrupção e mais ética na política. Assim, o candidato deverá mudar de foco, precisa dizer o que irá fazer para resolver o problema da corrupção e se comprometer com reformas políticas. Será nossa grande oportunidade de cobrarmos por mudanças.
PORQUE NÃO TEMOS MAIS LÍDERES?
Os partidos se tornaram capitanias hereditária, dominados por clãs: o dos Calheiros; em SC, dos Amim, etc. impedindo que surjam novas lideranças, que os partidos se renovem.
Também, com as mudanças na comunicação, com as redes sociais dominando tudo, onde cada um fala para seu próprio público. Vivemos em comunidades fechadas, daí a dificuldade no surgimento de novos líderes,
Freud, na descrição um caso clínico, ao qual dá o nome de "Ana O." conta que, após a paciente queixar-se da desordem que seu pai provocava na sua vida, lhe faz a seguinte pergunta:" ...mas qual é sua parcela de responsabilidade neste caos que denúncia?" A mesma pergunta poderíamos fazer ao cidadão que acusa os políticos pelos mal feitos denunciados pela Lava Jato.
Anos atrás Pelé disse que o brasileiro não sabia votar e foi execrado pela imprensa. Pergunto, será que estava totalmente errado? A maioria das pessoas escolhe seu candidato pela simpatia ou mesmo porque ele fala bonito, sabe articular bem as ideias, tomando o que é dito como verdade absoluta. Deixam-se enganar pelas palavras. Poucos conhecem o histórico do político para saber se o discurso é verdadeiro, se é coerente com suas ações.
E, nem sempre saber se o candidato já esteve envolvido em desvio de dinheiro ou recebeu propina é suficiente, porque ele ainda poderá vir a se corromper e "entrar no esquema". Portanto, importa, mais do que tudo, saber quais são seus valores éticos e se eles são coerentes com sua vida pregressa. Mas para isto é preciso acompanhar sua trajetória política, é preciso ser bem informado.
Porém, a maioria das pessoas não leem nem assistem aos jornais na TV e poucos se interessam pelo assunto. O trabalhador de baixa renda, o operário, que acordou as 5 horas da manhã para pegar o trem e chegou tarde em casa, cansado, quando liga a TV é para assistir a algum programa de auditório ou a um jogo de futebol. A mulher, quando chegar em casa irá se ocupar com os filhos, da arrumação da casa, etc.
Já, na classe média não é muito diferente e será somente nos níveis mais altos de escolaridade que iremos encontrar quem leia um jornal e procure se informar sobre política.
Não que não possam existir exceções, estou falando da média.
Falo da maioria da população, dos 60% que possui baixa escolaridade e carece, por isto, de um pensamento mais reflexivo e crítico que impede que tenham um juízo mais apurado na hora da escolha de um candidato.
Em vista disto, me parece temerário que pessoas que não acompanham as notícias sobre política e não tenham capacidade de um raciocínio mais abstrato, escolham "no chute" quem vão colocar no cargo de Presidente de uma Nação. Como o voto é obrigatório, acabam escolhendo aquele que acham que é o "menos pior".
Dai porque sou totalmente contra o voto obrigatório - este só é bom para o político que tem, assim, "uma reserva de mercado".
Cito um exemplo de uma má escolha: a da empregada que pergunta a patroa em quem ela deverá votar e obtém como resposta que vote num notório corrupto do círculo de relações dela (patroa). Ingenuamente, supõe a pobre empregada que, como a madame fala "bonito", deve estar certa!
Acho que há uma diferença entre o "não saber votar" do Pelé e o "não ter interesse ou condições" de estar bem informado e fazer uma boa escolha. Pelé imputa a culpa ao eleitor quando, acho que ninguém é obrigado a gostar ou tem tempo para se ocupar com política.
ASSEMBLEIA DE NOTÁVEIS
O jurista Modesto Carvalhosa, Flavio Bierrenbach e José Carlos dias lançaram um manifesto a nação propondo uma Assembleia de notáveis para fazer a reforma política. Uma Assembleia Constituinte originária e independente que preserve o Congresso para cumprir a tarefa, imprescindível e inadiável de levar adiante as reformas fiscais, trabalhista e previdenciária. Passamos por uma grave crise econômica que precisa ser enfrentada com reformas urgentes.
Já, as propostas apresentadas pelos congressistas, a do Fundo Partidário e Lista Fechada não terão mais chance, depois da Lista de Fachin, com a graça de Deus! A população não iria aceitar pagar 6 bi para a campanha desta "turma", enquanto que a Lista Fechada tem como finalidade reelegê-los, dando-lhes o foro privilegiado.
Como a reforma política não poderá vir deste Congresso que aí está, visto que 1/3 está envolvido na Lava Jato é necessário, e urgente, ao menos, proibir coligações e instituir a Cláusula de barreira. Deveríamos ter não mais que 5 partidos no Congresso (um de direita, um de esquerda, um de centro, um de extrema direita e um de extrema esquerda) representados no Congresso.
Parafraseando Zigmunt Bauman, autor de, "Modernidade Líquida ", recém-falecido, os partidos políticos se liquidificaram e há hoje uma falência total do sistema, não temos mais partidos mas, tão somente, comitês eleitorais. Os políticos não são do que despachantes dos interesses privados/empresariais.
UDN E PSD
Antigamente o cidadão comum ou era da UDN ou do PSD. E quem era UDN era identificado com a direita e defendia uma política de cunho nacionalista, enquanto que no PSD estavam os liberais.
Mas hoje vota-se no candidato, sem nem saber a qual partido pertence, não há representatividade. Representam tão somente seus próprios interesses e estão preocupados somente em reeleger-se afim de manter os privilégios. Mesmo partidos que ainda possuíam alguma identidade ideológica, como PT, PCdoB tornaram-se também fisiológicos.
2018
As campanhas políticas, que eram feitas em cima de promessas de melhorias na segurança, saúde, ensino, etc hoje terão que mudar esse discurso. É necessário ouvir as demandas da população que clama por menos corrupção e mais ética na política. Assim, o candidato deverá mudar de foco, precisa dizer o que irá fazer para resolver o problema da corrupção e se comprometer com reformas políticas. Será nossa grande oportunidade de cobrarmos por mudanças.
PORQUE NÃO TEMOS MAIS LÍDERES?
Os partidos se tornaram capitanias hereditária, dominados por clãs: o dos Calheiros; em SC, dos Amim, etc. impedindo que surjam novas lideranças, que os partidos se renovem.
Também, com as mudanças na comunicação, com as redes sociais dominando tudo, onde cada um fala para seu próprio público. Vivemos em comunidades fechadas, daí a dificuldade no surgimento de novos líderes,
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