O gato subiu no telhado...e, ao que tudo indica, não demorará a cair. Para alguns, o gato/Dilma não passa de Setembro, para outros, ela resistirá até Novembro, quando o PMDB rompe oficialmente com o governo e ela perde totalmente sua base de apoio.
Torcemos por mudanças e, acho mesmo que sabemos o que queremos: menos corrupção, melhores serviços públicos, etc., mas, para isto, é necessário a união da população e das lideranças em busca de um consenso em torno de reformas. Hoje, tudo o que vemos são os diversos segmentos da sociedade falando sozinhos, quando seria necessário um pacto entre as lideranças políticas empresariais e jurídicas para criarmos um novo projeto para o país. Não podemos é ficar assistindo inertes o país ir para o buraco.
Começaria propondo mudar o sistema de governo. Deste sistema Presidencialista - que não é de coalizão mas, de cooptação - deveríamos passar para o sistema Parlamentarista.
“Não aconteceria mais um cenário, como o atual, em que um governo sem maioria, acumulando derrotas no Congresso, continua governando. Em casos assim, simplesmente cai o gabinete. Se não for possível compor uma nova maioria, dissolve o Congresso e convoca novas“ Nas palavras do deputado do PPS, Roberto Freire, que completa: "não se pode correr o risco de que alguém fique dizendo que é golpe. Vai ficar claro que só vale a partir de 2018. Mesmo que a crise se aprofunde a ponto de viabilizar o impeachment, quem viesse saberia que teria de preparar o país para o parlamentarismo.”
No Brasil, o parlamentarismo esteve em vigor no final do Império, de 1847 a 1889 e ao passar a ser república, o Brasil adotou o Presidencialismo como sistema governamental. Com a renúncia de Jânio Quadros adotamos novamente o Parlamentarismo, como uma tentativa de solucionar a crise, durante o período de setembro de 1961 a janeiro de 1963. E em 1993 houve um plebiscito mas o Parlamentarismo foi rejeitado por 55% dos eleitores. Somente 24% optaram pelo parlamentarismo.
Hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vem afirmando que pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição para trocar o sistema presidencialista pelo parlamentarismo. Ao mesmo tempo, um grupo que, já conta com a adesão de 216 deputados e 11 senadores pretendem desenterrar uma antiga Proposta de Emenda Constitucional do ex-deputado Eduardo Jorge (PV), apresentada em 1995. Basta que seja enviado ao plenário de a PEC (proposta de emenda à Constituição) que está pronta para ser votada há 14 anos, desde 2001 e prevê a adoção do regime parlamentarista.
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