quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
O RIO CONTINUA LINDO
Este ano passei o revéillon em Copacabana, no Rio de Janeiro, e adorei. O carioca vibra mais, canta, dança, é mais entusiasmado com os fogos do que nós, catarinenses. No Rio parece que tudo é mais intenso. Até a violência. Por sorte estava em um local tranquilo e só fiquei sabendo no dia seguinte que houve um tiroteio em frente ao Copacabana Palace e que haviam muitos batedores de carteira na orla da praia.
Foi neste bar do centro do Rio que nos refugiamos fugindo do calor de 40o e sensação térmica de 50. Refeitos pelo ar condicionado fomos, eu e Flavio, ao museu MAR mas quando chegamos já eram 17h e não conseguimos entrar. Voltei no dia seguinte e não me arrependi porque o museu tem belos espaços interativos, embora o acervo de gravuras e cartografias do Rio antigo seja bastante grande mas a disposição é um pouco confusa.
Na foto à direita, atrás da minha cabeça fica a obra do museu do Calatrava, ainda em fase inicial.


Fui também ao CCBB ver a exposição da artista japonesa Yayoi Kusama, aquela que tem o atelier em um hospital psiquiátrico. Creio que o melhor da Yayoi é ela mesma (o pior é pronunciar o nome dela!). A exposição também traz, em ordem cronológica, um histórico das suas intervenções nos espaços públicos, uma delas em New York que me pareceu mais interessante do que a exposição.


Fugindo do roteiro mais tradicional, fui com a Cláudia e Juliana a Ilha Fiscal ver de perto parte da história do Brasil. Infelismente os salões onde ocorriam os bailes da monarquia estavam fechados para reforma e somente foi possível ver um salão onde encontra-se o quadro do último baile, na véspera da proclamação da República, quando, D.Pedro II, já sabendo dos acontecimentos, não compareceu. Mas, o melhor de tudo foi que soprava um vento maravilhoso para quem vinha derretendo no calor do verão carioca.
Meus lugares preferidos no Rio são o Jardim Botânico e o Parque Lage, porque não só é maravilhoso passear pelos seus jardins como também possuem excelentes cafés. O do Jardim Botânico fica dentro do jardim, debaixo de caramanchões e ainda serve um autêntico creme Brûle.

Desta vez pensei que iria conhecer Búzios mas depois da experiência contada por uma turista argentina desisti. Ela e outras amigas contrataram uma Van e sairam cedo para a região dos Lagos. No meio do caminho ar condicionado deixou de funcionar e tiveram que viajar com a porta do carro aberta, mas o pior mesmo foi terem levado quatro horas para chegar ao destino. Na volta, o mesmo sofrimento. Também pensei em ir a praia de Grumari, a mais bonita do Rio, mas tive que desistir por causa do engarrafamento e porque, além de longe, não tem onibus até lá.
Mas esta é a única falha do transporte público no Rio. No Rio é incrível como se consegue ir para todos os lugares sem necessitar fazer conexão - assim como você pode ir do centro direto para todos os bairros, também há os inter-bairros - e, na maioria dos pontos há painéis com informações bastante claras, ao contrário de Florianópolis onde não há informações alguma. Mas nem todos os onibus possuem ar condicionado, parece estar previsto para este ano ainda, assim como o metrô que também não demorará muito para chegar até a Barra.
Adoro o Rio, apesar do calor, dos engarrafamentos, da desorganização, da violência, da mania de só falarem em assalto, roubo e, as vezes, mal
al educados e não terem paciência para dar informações, mesmo assim, amo o Rio e os cariocas e sonho que um dia ainda vou morar lá.
Na foto à direita, atrás da minha cabeça fica a obra do museu do Calatrava, ainda em fase inicial.
Fui também ao CCBB ver a exposição da artista japonesa Yayoi Kusama, aquela que tem o atelier em um hospital psiquiátrico. Creio que o melhor da Yayoi é ela mesma (o pior é pronunciar o nome dela!). A exposição também traz, em ordem cronológica, um histórico das suas intervenções nos espaços públicos, uma delas em New York que me pareceu mais interessante do que a exposição.

Desta vez pensei que iria conhecer Búzios mas depois da experiência contada por uma turista argentina desisti. Ela e outras amigas contrataram uma Van e sairam cedo para a região dos Lagos. No meio do caminho ar condicionado deixou de funcionar e tiveram que viajar com a porta do carro aberta, mas o pior mesmo foi terem levado quatro horas para chegar ao destino. Na volta, o mesmo sofrimento. Também pensei em ir a praia de Grumari, a mais bonita do Rio, mas tive que desistir por causa do engarrafamento e porque, além de longe, não tem onibus até lá.
Mas esta é a única falha do transporte público no Rio. No Rio é incrível como se consegue ir para todos os lugares sem necessitar fazer conexão - assim como você pode ir do centro direto para todos os bairros, também há os inter-bairros - e, na maioria dos pontos há painéis com informações bastante claras, ao contrário de Florianópolis onde não há informações alguma. Mas nem todos os onibus possuem ar condicionado, parece estar previsto para este ano ainda, assim como o metrô que também não demorará muito para chegar até a Barra.
Adoro o Rio, apesar do calor, dos engarrafamentos, da desorganização, da violência, da mania de só falarem em assalto, roubo e, as vezes, mal
al educados e não terem paciência para dar informações, mesmo assim, amo o Rio e os cariocas e sonho que um dia ainda vou morar lá.
SOBRE FILMES 7
Tres filmes catarinenses estão em cartaz nas salas de cinema de Florianópolis: Giuseppe e Anita Garibaldi, Ensaio e Minhocas. Algo inédito, que mostra o quanto a cidade está em plena efervecência cultural.
GIUSEPPE E ANITA GARIBALDI - filme de Alberto Rondalli tem o mérito de ser o primeiro filme sobre a maior personagem da história catarinense, Anita de Jesus, que junto com Giuseppe Garibaldi participou da Revolução Farroupilha. Isto só já justificaria que lhe perdoássemos as falhas, mas, não, o Diário Catarinense publicou na capa do Caderno Variedades uma crítica bastante negativa do jornal Folha de São Paulo. Que a FSP critique, posso entender e até concordar com elas, mas faltou ao DC um pouco mais de generosidade com os catarinenses que tiveram participação na produção deste filme. Pouco sei sobre o diretor, a não ser que é italiano e que contou com a participação de catarinenses.
ENSAIO - Entrelaçar dança, dramaturgia e cinema foi o maior desafio da cineastaTânia Lamarca (também diretora de Tainá) que faz um filme também usando como tema Anita Garibaldi. Eva é uma dançarina que sonha em interpretar a história de Anita e quando esta prestes a realizar seu sonho uma paixão secreta pelo seu parceiro pode atrapalhar seus planos. Nos bastidores dos ensaios, amor, inveja, arrependimento e obsessão são sentimentos que tomam todos os envolvidos; do diretor, marido de Eva (Chico Caprario), até a maquiadora da companhia de dança, (Renato Turnes) no papel de um travesti. Os protagonistas (Lavínia Bizzotto e Bruno Cezario) estão ótimos embora o mesmo não se possa dizer dos demais. Infelismente o filme peca também na edição, no excesso de cortes.
MINHOCAS - Neco (9 anos) enfrenta o terrível tatu-bola Ninguém, ditador maníaco que, com a ajuda dos vermes da Gangue da Lama, pretende dominar todas as minhocas da terra através do hipnotismo e construir um Império onde os tatus-bola serão os senhores. Durante a aventura, Júnior, antes um garoto mimado e inseguro, descobrirá o valor da amizade, da coragem e da confiança em si próprio.
Além de uma qualidade de imagem impecável e de uma história interessante, que narra as aventuras de uma minhoca adolescente levada à superfície por uma retroescavadeira “Minhocas”conta com as vozes de três ilustres brasileiros: Rita Lee, Anderson Silva e Daniel Boaventura. Filme de animação em stop-motion (pioneiro no país ao utilizar a técnica stop-motion em longa-metragem), produzido por Animaking, no Sapiens Park em Florianópolis e dirigido por Paolo Conti e Arthur Medieros Nunes. Fotografia de Klaus Schlickmann e Philippe Arruda. É inspirado num curta-metragem homônimo, vencedor de 11 prêmios no Brasil, incluindo Animamundi SP e RJ e Fesival de Gramado, e do prêmio de exelência JVC Tokio
Video Festival.

GIUSEPPE E ANITA GARIBALDI - filme de Alberto Rondalli tem o mérito de ser o primeiro filme sobre a maior personagem da história catarinense, Anita de Jesus, que junto com Giuseppe Garibaldi participou da Revolução Farroupilha. Isto só já justificaria que lhe perdoássemos as falhas, mas, não, o Diário Catarinense publicou na capa do Caderno Variedades uma crítica bastante negativa do jornal Folha de São Paulo. Que a FSP critique, posso entender e até concordar com elas, mas faltou ao DC um pouco mais de generosidade com os catarinenses que tiveram participação na produção deste filme. Pouco sei sobre o diretor, a não ser que é italiano e que contou com a participação de catarinenses.
ENSAIO - Entrelaçar dança, dramaturgia e cinema foi o maior desafio da cineastaTânia Lamarca (também diretora de Tainá) que faz um filme também usando como tema Anita Garibaldi. Eva é uma dançarina que sonha em interpretar a história de Anita e quando esta prestes a realizar seu sonho uma paixão secreta pelo seu parceiro pode atrapalhar seus planos. Nos bastidores dos ensaios, amor, inveja, arrependimento e obsessão são sentimentos que tomam todos os envolvidos; do diretor, marido de Eva (Chico Caprario), até a maquiadora da companhia de dança, (Renato Turnes) no papel de um travesti. Os protagonistas (Lavínia Bizzotto e Bruno Cezario) estão ótimos embora o mesmo não se possa dizer dos demais. Infelismente o filme peca também na edição, no excesso de cortes.
MINHOCAS - Neco (9 anos) enfrenta o terrível tatu-bola Ninguém, ditador maníaco que, com a ajuda dos vermes da Gangue da Lama, pretende dominar todas as minhocas da terra através do hipnotismo e construir um Império onde os tatus-bola serão os senhores. Durante a aventura, Júnior, antes um garoto mimado e inseguro, descobrirá o valor da amizade, da coragem e da confiança em si próprio.
Além de uma qualidade de imagem impecável e de uma história interessante, que narra as aventuras de uma minhoca adolescente levada à superfície por uma retroescavadeira “Minhocas”conta com as vozes de três ilustres brasileiros: Rita Lee, Anderson Silva e Daniel Boaventura. Filme de animação em stop-motion (pioneiro no país ao utilizar a técnica stop-motion em longa-metragem), produzido por Animaking, no Sapiens Park em Florianópolis e dirigido por Paolo Conti e Arthur Medieros Nunes. Fotografia de Klaus Schlickmann e Philippe Arruda. É inspirado num curta-metragem homônimo, vencedor de 11 prêmios no Brasil, incluindo Animamundi SP e RJ e Fesival de Gramado, e do prêmio de exelência JVC Tokio
Video Festival.
SOBRE FILMES 6
Aqueles que acham filme francês chato recomendo que assistam " Anos Incríveis" (Télé Gaucho) de Michel Leclerc, 2012 e "Um Castelo na Itália" de Valeria Bruni Tedeschi, 2013. São dois filmes deliciosos. "Anos Incríveis" trata de assuntos como novos modelos de família, a manipulação da mídia, o que é ser de direita e esquerda de uma maneira leve e divertida.Sinopse: meados da década de 90, Victor tem apenas 20 anos e seu maior sonho é se tornar diretor de cinema. Sua vida toma um rumo inesperado qdo ele é contratado por uma rede de TV de Paris. Ali ele conhece Jean-Lou, que dirige uma estação de TV anarquista com sua equipe descolada. Juntos eles vão viver por cinco loucos anos, de desafiadores manifestações de rua à frequências piratas de TV, de noites de bebedeiras a casos frustrados de amor em uma Paris alternativa.
A comédia dramática "Um castelo na Itália" tem um roteiro bem amarrado e uma excelente fotografia de Jeanne Lapoirie fazendo deste um belo filme e que se deve principalmente ao talento da protagonista, que além de atuar e dirigir, ainda assina como co-roteirista.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Sobre Filmes 5
NINFOMANÍACA, Volume 1 - filme de Lars Von Trier, de 2013. Como todo filme do diretor dinamarques, não é fácil falar sobre ele. Mas quem espera um filme polêmico ou mesmo pornográfico engana-se. Diria mesmo que é um filme chato, tem uma narrativa mto linear, embora a historia seja contada em flashbacks. A personagem conta a história da sua vida a um sujeito que faz interpretações baseadas na pesca ou na música de Bach dando a impressão que, não fosse o sentimento de culpa da protagonista, poderíamos concluir que sexo é algo que pode se trocar por um pacote de balas (na cenas iniciais ela conta que apostou com uma amiga um pacote de balas para ver quem trasava com mais homens em uma viagem de trem) e que "amor é luxúria com ciúmes".
AZUL É A COR MAIS QUENTE - filme Abdel Latif Kechiche, de 2013. Embora fale sobre o relacionamento entre duas mulheres o foco não é o lesbianismo mas a experiência amorosa vivida por uma adolescente, Adèle, com uma garota mais velha. É um belo filme. O jornal O Globo vai direto ao ponto quando diz "até chegarem à cama Adèle e Emma perderão muito tempo se conhecendo. (...) é justamente essa detalhada e delicada construção da intimidade (...) e do desejo que move "La Vie d'Adèle".
AZUL É A COR MAIS QUENTE - filme Abdel Latif Kechiche, de 2013. Embora fale sobre o relacionamento entre duas mulheres o foco não é o lesbianismo mas a experiência amorosa vivida por uma adolescente, Adèle, com uma garota mais velha. É um belo filme. O jornal O Globo vai direto ao ponto quando diz "até chegarem à cama Adèle e Emma perderão muito tempo se conhecendo. (...) é justamente essa detalhada e delicada construção da intimidade (...) e do desejo que move "La Vie d'Adèle".
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