sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

MUITA GRANA NA REPUBLICA DOS BANANAS

Saiu a banda podre do PT, entrou a banda podre da igreja evangélica. Com a prisão do prefeito do Rio, sobrinho do bispo Silas Malafaia, da turma do presidente desvela-se a sempre estreita ligação entre corrupção, violência e religião. O que antes era um privilegio da igreja católica foi aperfeiçoado pelos evangélicos. 

Não tenho duvidas de que chegará o dia do Bolsonaro também. Talvez primeiro, de um dos filhos, o 03, bastante encrencado. Resta saber se o exército continuara se calando, como vem fazendo a igreja Universal em relação à Crivela. Acredito que, se prenderem o 03 - o que esta muito próximo de ocorrer - o presidente ensurtara de vez e exigirá o apoio do exército para um golpe de estado. Bolsonaro comprou o apoio do exercito com altos cargos (ministério + comissões, que rendem muito dinheiro + mordomias, como faz Maduro na Venezuela). Tendo se associado à empresas de armamentos afim de encher o bolso de dinheiro - seu único objetivo para estar na presidência e ter colocado filhos e ex-mulheres na politica - sabe que pode contar com o apoio do exército, envolvido com tráfico de armas. Assim, um faz vista grossa para o outro.

Portanto, como veem, nada é tao simples como pensa a maioria daqueles que hoje preocupam-se com os rumos deste país. Bolsonaro tem também o apoio de fanáticos idiotizados pelas redes sociais, que sao governados por uma mistura de fundamentalismo religioso, milícias e exército, que tem também como única finalidade muita muita grana, mais até do que roubou o PT. Vivemos tempos sombrios
Tem uma solução? Sim, para tirar Bolsonaro, igreja e exercito do governo só cassando a chapa toda, Bolsonaro + Mourão. E isto depende do TSE ou seja, dos seus ministros. Fica, porém, a pergunta: porque nada se faz?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

E-mail enviado ao jornal O Globo em 06/12/2020.

No artigo de hoje do jornalista Merval Pereira, “O Supremo acima da Lei”, ele começa citando o ministro Marco Aurelio, que diz: “ O paragrafo 4 artigo 54 não enseja interpretação diversa”.

Ora bolas, pois então que se mude a Constituição. Ah, mas isto depende do Congresso, o que demandaria tempo e a eleição é em fevereiro. E o STF tem a função de resguardar a Constituição e não de descumpri-la!
Penso que seria o mesmo que dizer que as leis estão acima das pessoas. Se uma lei, mesmo se tratando de uma Lei Maior, deixa de beneficiar o cidadão então ela precisa ser mudada porque as leis não podem ser mais importantes do que as pessoas.
Durante o governo FHC houve uma decisão do Congresso permitindo um novo mandato e em 21 Assembleias Estaduais nao ha limite para a reeleição, embora concorde que deva haver limite, não deveria causar estranhamento.
Se pensarmos que as varias tentativas de golpe da extrema direita foram freadas graças ao presidente do Congresso que, junto com o Supremo tem freado os impulsos antidemocrático deste governo. E, que este é o melhor presidente que a Câmara já teve. Imaginemos (talvez, melhor não) a eleição de um bolsonaristas com suas pautas de costumes comandando o Congresso! Certamente também preparando o caminho para um golpe de estado, como almeja nosso presidente.
Mas, vejo que a discussão sobre o parágrafo 4 artigo 54 da Constituição não leva em consideração o que realmente está em jogo, que é a própria democracia. E o risco de se entregar o Congresso na mão deste governo justifica, sim, uma mudança nas regras e que tem sido graças ao chamado ativismo do judiciário que não estamos ainda em uma ditadura à la Maduro. Assim, o que esta em questão não é a reeleição ou não do presidente do Congresso mas se o governo vai ou não conseguir impor sua agenda autoritária.
Sem duvida, acima do Supremo esta a Lei Maior mas acima dela é preciso que esteja a democracia e as pessoas.

Nota: não entendo a defesa fundamentalista da Constituição feita pela grande imprensa que só tem servido aos interesses do bolsonarismo. Maduro que já controlava o judiciário, agora esta fazendo o mesmo com o legislativo e, Bolsonaro segue-lhe a cartilha, contando com a leniência dos brasileiros.