472
mi que estavam destinados à saúde e à educação foram parar no Fundo Eleitoral,
para o financiamento de campanhas políticas. 350,5 mi só da saúde.
Como
se nossas escolas e hospitais já não estivessem bastante sucateados; como se
pessoas não morressem nas portas dos hospitais por falta de atendimento; como
se péssimas escolas não comprometessem o futuro de nossas crianças.
Mas,
principalmente, como se tivéssemos que sustentar com dinheiro público partidos
políticos, que são entidades privadas e a decisão de quanto e para qual partido
contribuir deveria ser uma escolha do eleitor.
Quando
o Congresso aprovou o Fundo Eleitoral havia a promessa de não se tirar dinheiro
da saúde nem da educação mas, fizeram exatamente o contrário.
O
mais triste é que tal notícia passou ao largo da mídia, ocupada que estava em
falar de uma quase-ministra do trabalho envolvida em crime trabalhista e pouca
atenção se deu ao escandaloso Fundo Eleitoral.
Assim
como também foi ignorada pela maioria da população que, dividida entre uma
classe média que, não sem razão, associa política com corrupção, preferindo
manter-se à distância e, uma classe pobre que também mantem-se distante, num misto de conformismo com impotência.
Sobrando aqueles que foram para a rua pedir o impeachment da presidente, que acham que deram a sua contribuição, não percebendo que para mudar o país é necessário muito mais. É necessário um
maior engajamento e, principalmente, estar atento ao que se passa nos
“palácios” em Brasília.
Porque é preciso que se diga que, num país com 52,2 mi de pessoas abaixo da linha de pobreza,
tirar dinheiro da saúde e da educação para campanha política é, no mínimo,
crime de lesa-humanidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário