domingo, 21 de janeiro de 2018

INDIGNAÇÃO

472 mi que estavam destinados à saúde e à educação foram parar no Fundo Eleitoral, para o financiamento de campanhas políticas. 350,5 mi só da saúde.
Como se nossas escolas e hospitais já não estivessem bastante sucateados; como se pessoas não morressem nas portas dos hospitais por falta de atendimento; como se péssimas escolas não comprometessem o futuro de nossas crianças.
Mas, principalmente, como se tivéssemos que sustentar com dinheiro público partidos políticos, que são entidades privadas e a decisão de quanto e para qual partido contribuir deveria ser uma escolha do eleitor.
Quando o Congresso aprovou o Fundo Eleitoral havia a promessa de não se tirar dinheiro da saúde nem da educação mas, fizeram exatamente o contrário.
O mais triste é que tal notícia passou ao largo da mídia, ocupada que estava em falar de uma quase-ministra do trabalho envolvida em crime trabalhista e pouca atenção se deu ao escandaloso Fundo Eleitoral.
Assim como também foi ignorada pela maioria da população que, dividida entre uma classe média que, não sem razão, associa política com corrupção, preferindo manter-se à distância e, uma classe pobre que também mantem-se distante, num misto de conformismo com impotência.
Sobrando aqueles que foram para a rua pedir o impeachment da presidente, que acham que deram a sua contribuição, não percebendo que para mudar o país é necessário muito mais. É necessário um maior engajamento e, principalmente, estar atento ao que se passa nos “palácios” em Brasília.

Porque é preciso que se diga que, num país com 52,2 mi de pessoas abaixo da linha de pobreza, tirar dinheiro da saúde e da educação para campanha política é, no mínimo, crime de lesa-humanidade.