quarta-feira, 11 de maio de 2016

VIAJANDO SÓ SEM MEDO - GUIA PARA MULHERES QUE QUEREM SE AVENTURAR PELO MUNDO.



check-point em Berlim, Alemanha - 2014




SUMÁRIO
                                          1.   Introdução
                                                   2.   Planejando a viagem
                                                   3.   Fazendo o roteiro
                                                   4.   Comprando as passagens
                                                   5.   Reservando a hospedagem
                                                   6.   Usando o Google map
                                                   7.   Criando um blog de viage
                                                   8.   Últimos preparativos
                                                   9.   Fazendo a mala (celular, travel money)
                                                 10.   Em busca de mais informações


I. INTRODUÇÃO
Cansada de ouvir: "nossa, você vai viajar sozinha? Mas que coragem!!" Percebendo também que muitas pessoas deixavam de realizar o sonho de conhecer um determinado país porque não tinham com quem ir, resolvi mostrar que viajar só não é nenhum "bicho-de-sete-cabeças" e pode mesmo ser uma experiência muito rica. 

Não que viajar acompanhada também não seja legal. É bom  ter com quem dividir as experiências, ter uma companhia para ir naquele restaurante supimpa, ou num concerto a noite. Mas você verá que pode ter tudo isto sem a  necessidade de levar o marido, a irmã ou mesmo uma amiga. 

Viajar com o marido ou o namorado é, em geral é muito tranquilo (se ele gostar de viajar, caso contrário reclamará de tudo, como o marido de uma amiga minha) porque já conhecem os gostos um do outro assim como já existe um acordo prévios sobre quem vai ceder e quando.
Mas, você sempre vá ter que abrir mão de ir a algum lugar que queria muito conhecer em prol do desejo do seu parceiro. E, não se iluda, nada garante que você terá outra chance de voltar ao mesmo lugar.  
A chance de que tudo corra bem é maior do que se você viajar com alguém com quem você não tem uma convivência diária como é o caso de uma amiga/o - quem nunca ouviu falar de viagens que acabam em desentendimento entre amigos de longa  data? Neste  casso, talvez seja melhor ir só do que perder o amiga/o.

Caso vá viajar com uma amiga/o, é importante, então, antes de embarcarem, conversarem sobre o que cada um/a gosta de fazer e quais os lugares que querem visitar. Porém, o mais importante ainda, é manterem a Independência e não achar que precisam fazer tudo juntos/as. Quanto a mim, se viajo com mais alguém, gosto de deixar claro que:

              1. Não costumo gastar muito com hotel, um três estrelas já está ótimo. Deste, só                     espero que seja confortável e bem central.  
         2. Não gosto de acordar cedo e costumo sair depois das 10 da manhã. Também                       não sou adepta de maratonas. Como viajo com bastante tempo, visito um ou, no                   máximo, dois lugares por dia;
         3. Assim, como não acho que tudo deva ser feito juntos, acho também que durante o               dia cada um deve seguir seu roteiro, dentro do seu próprio ritmo
         4. Gosto de sair a noite, de ir a um teatro, um cinema, um club de jazz ou                                 simplesmente para tomar um chopp ou um vinho;

Se adaptar aos hábitos de outra pessoa é o primeiro dos problemas quando se viaja acompanhada com alguém com quem não temos uma convivência diária. O segundo, é que aparecerão imprevistos que vão exigir muita sintonia para resolve-los - e é sempre mais fácil decidir sozinha do que ter que negociar com quem as vezes não se supunha ser "tão difícil".

Por isto, pense bem e converse muito antes de decidir viajar com mais. Mesmo porque, viajar só precisa ser sinônimo de uma viagem solitária pois o simples fato de estar sozinha fará com que você se aproxime mais de outras pessoas e vice-versa, permitindo que você conheça pessoas novas, com culturas diferentes da sua, o que tornará a experiência de viajar só mais enriquecedora do que se você estivesse viajando acompanhada.



Família do Azerbaijão que conheci durante viagem pelo Bósforo, em Istambul, Turquia, 2011

Recentemente, em viagem pelo Caribe de navio, sentei para fazer um lanche e uma argentina, muito simpática, convidou-me para sentar com ela, a irmã e o cunhado em outra mesa. E eles eram muito simpáticos e foram excelentes companhias, confirmando que quando se esta só se interage mais com os lugares e as pessoas.  
Família argentina que conheci durante viagem pelo Caribe, 2015

Neste caso, como não temos dificuldade com o espanhol, foi tranquilo o entendimento. Mas, em geral, basta falar um pouco de inglês  para se comunicar com as pessoas, mesmo nos países do Leste europeu, nos países árabes e Asia. 

Tirando os russos, que não falam inglês, todos tentarão entendê-la, até os franceses, acreditem-me!!



II - PLANEJANDO  A VIAGEM
Uma coisa importante é estar bem informada sobre a história e a cultura do lugar para onde você quer ir. Conhecimento que você já vai adquirindo quando começa a organizar a viagem. 
A primeira regra para quem viaja só é você mesma comprar a passagem e fazer as reservas de hotel. Só assim você será a dona da sua viagem, uma verdadeira viajante, e não uma turista que só vai atrás da bandeirinha do guia.
Claro que dependendo do país que você vai visitar, se for para o norte da Africa, oriente médio ou Ásia não será recomendado ir só. 
Você sempre tem a opção de ir com uma agência de viagens como a Rotas do Vento, que organiza grupos de pessoas de diversas partes do mundo, disponibilizando um guia e um motorista. 
Viajei recentemente ao Marrocos  e como  queria ir ao Sahara, entrei em contato com esta 
agencia de Portugal e não me arrependi, porque foi tudo muito bem organizado. Fui junto com uma portuguesa muito simpática , além de um guia e um motorista. Foi uma experiência fantástica acampar no deserto.



Em direção ao Sahara, na região do Saghro


A esquerda, o motorista e a direita, o guia já no Sahara


III - PLANEJANDO A VIAGEM
Depois que você leu tudo sobre o(s) pais (es) que vai visitar, escolha as cidades ou lugares tentando selecionar o que achar mais interessante. Não queira conhecer tudo de uma vez pois acabará vendo tudo superficialmente.
Se escolher ir no verão, terá a vantagem de, neste época do ano ter muitos eventos e festas. E, a desvantagem, de dos preços de hotéis e passagens estarem muito altos. Além das filas para os museus serem bem maiores. Lembro que em Roma e  Paris é ferragosto, época em que os nativos saem de férias e as cidades são invadidas por hordas de turistas. Mas, é nas cidades menores que ocorrem os festivais de verão, com muito teatro, música, literatura, etc. e são, portanto, os melhores lugares para se visitar no verão.

Dentro do palácio de Diocleciano, em Plitz, Croácia 2009



Por outro lado, se decidir ir no inverno, na baixa temporada, terá a vantagem dos preços estarem bem mais baixos e não existirem filas nos museus. Além do fato de que encontrará maior numero de moradores locais, conhecendo a verdadeira face do lugar. 
Se você for depois do dia 15 de novembro para a Europa irá encontrar as charmosas feiras de natal, com suas barraquinhas de comida e enfeites natalinos.
Quanto à temperatura, não se preocupe, porque se você estiver adequadamente vestida, com uma camiseta térmica, suéter de lã pura e jaqueta para cortar o vento, você não passará frio - lá o frio é seco. Não esqueça, no entanto de botas adequadas (as nossas não servem porque absorvem a umidade e frio). Eles gostam de dizer, muito apropriadamente, que não é o tempo que não está bom, é você que não esta vestida adequadamente.
A maioria dos brasileiros preferem a meia-estação, o que não é o meu caso, que prefiro o verão com suas festas ou o inverno com sua paisagem branca. 



Vista de Praga, do alto do Castelo. Abaixo a árvore de natal enfrente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim e, a esquerda, uma feira de rua em Budapeste, Dezembro de 2014.

 
Térmica em Budapeste, com temperatura externa de - 5 graus e dentro da piscina com temperatura de + 28 graus.



Pista de patinação em Budapeste, 2015
, , e de ficar observando as pessoas, o ritmo do lugar,
III - FAZENDO O ROTEIRO DE VIAGEM
Escolhido os lugares que vai visitar, trace o roteiro. O ideal é ficar ao menos três dias em cada lugar, se for uma cidade pequena. Nas maiores, como as capitais fique ao menos cinco dias, caso contrario conhecerá muito pouco do lugar. Nunca diga: "um dia eu volto lá", porque nada garante que isto ocorra. E, para  realmente viver o lugar, perceber suas peculiaridades e sua alma, é preciso tempo, caso contrario o melhor será abrir a Internet e conhecer tudo sentada no conforto da sua sala de estar. 
Também, se correr o dia todo não terá tempo para "flanar" pela cidade, entrar por ruas desconhecidas e se surpreender com as paisagens ou edifícios encantadores. Por isto selecione só o que for mais importante para você. Pense também em qual é seu foco, se é a paisagem, a arquitetura, a cultura local e concentre-se neles. Confesso que o meu é antes de mais nada, a cultura local, motivo pelo qual gosto de ficar sentada nos cafés observando as pessoas, o ritmo do lugar, sua pulsação. 

Abaixo estão alguns cafés, bares e cabarés (que em Paris tem outro significado) que amo e curti muito. Onde também, encontrei muitas pessoas interessantes.

O Lapin Agile, em Montmartre, cabaré de Paris. 2009

Café Framboise em Marais, Paris, 2009
Rue du Barre, em Marais, Paris, 2009

Café em Paris no Champs-Elysées, 2011


IV - COMPRANDO AS PASSAGENS
Decidida a data, o destino e o roteiro você já pode começar a comprar as passagens. Mas preste atenção, muitas vezes passagens muito baratas tem muitas escalas, tornando a viagem muito cansativa. Caso tenha que comprar passagens aéreas dentro do país ou continente procure usar vôos low-cost porque são bem mais baratos. Para distancias menores prefira viajar de trem, que tem a vantagem de as estações serem no centro das cidades, sem necessidade de deslocamentos para os aeroportos. O único problema do trem é você ter que carregar suas malas e alguns tem escadas nada confortáveis.
Algumas pessoas gostam de viajar com todos os ingressos para eventos, passeios, shows, etc, comprados antecipadamente. Eu acho que fica tudo muito engessado. Mas, para quem viaja na alta temporada e tem puco tempo, é o mais garantido.


                                  Passeio e barco na ilha de Capri, sul da Itália, 2011


V - RESERVANDO HOSPEDAGEM
Você tem várias opções de hospedagem e, além dos hoteis, você tem o hostel, o Bed and Breakfast, a guethouse. 
Existem hostel de várias categorias, da mais simples até a categoria boutique. 
Já o Bed and Breakfast e a Guesthouse são a mesma coisa.
A vantagem do hostel e da Guesthouse, para quem viaja só, é que você terá com quem conversar e poderá fazer amizades e todos tem cozinha onde os hóspedes fazer jantares e até mesmo festas.  Aconselho a ficar em uma Guesthouse, que tem preço próximo de um hostel e o quarto é individual. Observe porém que nem todos os quartos tem banheiro individual.   
O Airbnb, que hoje está na moda, é o site onde você pode fazer as reservas porém, mInha experiência com eles não foi muito boa, sendo assim, não recomendo. Mas tem o Booking onde também poderá fazer as reservas e é excelente. 
Porém, se viajar com mais alguém, o melhor será ficar mesmo em um hotel com um bom café da manhã. E um três estrelas sairá, se for dividir a diária, o mesmo preço de uma Guesthouse. 


Hostel em Berlim, Alemanha, 2014

Agora, se você esta pensando que hostel é só para jovens, saiba que encontrará algumas pessoas de meia-idade também. Pessoas que viajam só e preferem lugares onde possam 
interagir com os outros hóspedes. Nestes lugares você encontrará gente do mundo todo e só gente "ótima cabeça". 

Hotel Boutique em Miami Beach, USA, 2015


Claro que a escolha do local de hospedagem depende das características do país para onde você vai. Quando fui a Marrakesche, no Marrocos, fiquei em um Riad na Medina (corresponde as nossas pousadas, são muito pitorescas e fazem parte do charme da cidade) porque não teria sentido ficar num hotel de rede internacional, como uma Accor, do tipo "pasteurizado".  






VI - USANDO GOOGLE MAPS
Feita as reservas localize no Google Maps os respectivos endereços e faça um download dos mesmos para que possa usa-lo mesmo quando não dispuser de Internet. O fato de localizado no mapa os endereços fará com que já se localize antes mesmo de chegar na cidade/local para onde vai. Portanto, estude bem o mapa e identifique os pontos de referência, as vias estruturais. 
O Google maps foi uma das boas contribuições da informática para os viajantes e, se souber usá-lo não haverá perigo de se perder em lugar algum do mundo. Ele vai indicar onde você está e ajudá-la a encontrar o seu caminho de volta.


VII - CRIANDO UM BLOG DE VIAGEM
Imagine que o blog é o seu diário de bordo, onde você anota tudo e posta as fotos. Antigamente comprava-se cartões postais e enviava aos amigos e parentes pelos Correios. Na maioria das vezes você chegava antes deles. Hoje, os amigos acessam seu blog e tem notícias atualizadas da sua viagem. 
Diariamente anoto tudo o que fiz durante o dia e posto as fotos. Também anoto o nome e endereço dos locais onde fiquei hospedada, dos bares e restaurantes que gostaria de indicar aos amigos. 
Para quem quizer acaessar, meu blog de viagem é o www.tiszaglobetrotter.blogspot.com.br


Marrakesche, com músicos na Praça El-Fnaa, 2015

Café New Yorker em Budapeste, 2014

Em Marais, Paris, na saíde de um teatro, 2009

Família da seita Amish, em Litle Italy, Nova York, 2015








Cenas do Central Park de New York (2015)
Se quiser conhecer todo ele, reserve mais de um dia. Isto se for andar de barco, pedalar, assistir a um conserto ou observar os tipos exóticos que com certeza encontrará.









Hoje, revendo as fotos de viagem percebi quanta coisas fantásticas foram vividas e como marcaram e ampliaram minha maneira de ver o mundo, meu olhar sobre o diferente.


As pessoas sempre viajaram. No final do séc. XVII os jovens aristocratas terminava sua educação acadêmica fazendo um tour pela Europa Continental, acompanhado pelo seu preceptor, era o chamado Grand Tour. De onde vem a palavra turismo, hoje com um significado bem diferente, que nos permite diferenciar o Turista do Viajante.  
É com a descrição das viagens de Delacroix ao marrocos e de Flaubert ao Egito que compreendemos a diferença entre o viajante que mergulha na alteridade, desconstruindo a visão do outro  como exótico, enquanto que, o turista contemporâneo preserva sua distância no hotel de rede, no onibus de turismo e na segurança dos ambientes estandardizados.  


Caribe, Ilha de Bimini, 2015

Esta possibilidade  de mergulho na cultura do outro encontramos também em nossa poeta-viajante, Cecília Meireles. Para ela interessava a cultura e saber o que o outro pensava de seu próprio lugar. Há, pois, uma singularidade do olhar sobre os novos espaços. Cecília Meireles  esboça uma tipologia do viajante e do turista. O primeiro tende a "cultuar" o lugar visitado, a experimentar a "aura" deste. O viajante é solicitado por pormenores que o turista apressado só passa por eles.
 (texto extraído de VIAGENS E VIAJANTES: UMA LITERATURA DE VIAGENS CONTEMPORÂNEAS, de Luís Antonio Contatori Romano)


Comendo uma salada de lagosta maravilhosa em Bimini, no Caribe, 2015



VIII - ULTIMO PREPARATIVOS
Agora é a hora de comprar dólares ou euros. Se você já vem comprando aos poucos, melhor ainda, evitará gastar mais se o cambio estiver muito alto na hora da viagem. Meu conselho, principalmente a quem viaja só é usar o cartão Travel Money, mesmo com as extorsivas taxas cobradas, porque é mais seguro e caso perca ou seja roubado, você pode bloquear imediatamente e ainda passa a usar o cartão reserva. Quase todos os países o aceitam e você ainda pode tirar dinheiro na moeda local em qualquer caixa automática. Aconselho que leve também um cartão de crédito, caso exagere nas compras e gaste mais do que planejou, mas use-o só em último caso, pois as taxas são mais caras ainda. De todos os cartões, o mais aceito é o VISA. Mas, principalmente, procure andar com pouco dinheiro no bolso, só o necessário para táxi e despesas pequenas. 

Tempos atrás fiz  um guia para marinheiros de primeira viagem e nele sugeria que levassem: celular, notebook, máquina fotográfica e um guia de bolso. Hoje, tudo isto pode ser substituído por um i-Phone. Poderá comprar um chip local, ficando assim com 2, com o do Brasil você poderá trocar mensagem pelo whatsApp e, o chip local servirá para ligações locais. 
Tem também a questão do seguro de viagem. As agencias costumam dizer que será exigido na emigração, mas isto nunca aconteceu comigo. Não faço mais porque na Europa , caso ocorra algum problema de saúde, você pode apelar para o atendimento público, que é excelente. Mas se você comprou a passagem com um cartão Platinum você recebe de graça um seguro de viagem. Ao contrário dos USA, que mesmo com seguro ainda lhe cobrarão pelo atendimento.  


IX - ARRUMANDO A MALA  
A Samsonite e a Rimowa possuem malas que pesam menos que um quilo, são as ideais, embora sejam também as mais caras. Procure também comprar aquelas que tem extensores e aumentam de tamanho. Tudo isto porque na volta elas estarão recheadas de lembranças da viagem. 
Se você conseguir viajar só com a escova de dente, parabéns mas, como ninguém é tão despojada assim, aconselho a levar o mínimo possível, ou seja, uma única troca de roupa. Se for inverno, uma calça e um suéter e, se for verão uma saia ou uma bermuda, por exemplo, além da roupa íntima e de dormir. Isto porque existe uma lavanderia self-service em cada quadra e você vai perder uma hora somente para lavar sua roupa. Também pode comprar mais alguma, se necessário. E tem ainda os sapatos, a necessaire, o laptop, etc. Lembre-se que quanto mais leve estiver sua mala mais confortável será sua viagem.   


X - A CHEGADA 
Depois de uma viagem de 10/11 horas - a média das viagens para a Europa - demorará um pouco até que você se recupere, por isto no primeiro dia costumo fazer um City Tour ou Sightseeing Tour sem descer do onibus, deixando para o dia seguinte o desembarque nos lugares que vou selecionando previamente. Em Manhattan consegui conhecer Upptown, downtown e o Brooklyn com uma única passagem de 48 horas. 
Depois, já bem descansada da viagem, começo os passeios a pé. Em geral gosto de ficar flanando pelas ruas, descobrindo lugares interessante, observando as pessoas, a arquitetura, fotografando. Enfim, curtindo - sem medo de viajar só. 












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