sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

Vivemos em um modelo de democracia onde a sociedade delega a um representante o direito de representá-la, e isto se da através de dois sistemas eleitorais: o Majoritário e o Proporcional.
O MAJORITÁRIO é usado para eleger os chefes do executivo: o presidente, os governadores e prefeitos de cidades com mais de 200 mil habitantes e para eleições ao Senado. Nas eleições presidenciais, para governadores, prefeitos e senador o sistema empregado é o de maioria absoluta onde o eleito precisa de mais de 50 % dos votos válidos.
Na eleição PROPORCIONAL, bem mais complexa, são eleitos os vereadores, os deputados estaduais e federais. Nesse sistema o total de votos válidos é dividido pelo número de vagas em disputa. O resultado é o quociente eleitoral (número de votos correspondente a cada cadeira). Ao dividir o total de votos de um partido pelo quociente eleitoral, chega-se ao quociente partidário, (é o numero de vagas que ele teve). É comum acontecer de candidatos serem eleitos com menos votos que outros que não são eleitos.


O sistema representativo vem ao longo dos anos recebendo diversas críticas visto que os representantes já não representam o povo que, por sua vez, não demonstra interesse pela política. Uma das causas estaria na falta de legitimidade dos partidos. Possuímos 30 partidos que, salvo raras exceções, não representam ideologia alguma e não passam de partidos de aluguel. E, só em SC temos 580 candidatos nesta eleição impedindo o eleitor conhecer a todos. Por isto, não só precisamos acabar com essa enorme quantidade de partidos como também precisamos instituir o voto distrital, somente assim acabaremos com o fosso que separa representantes de representados. E, como não há vínculo com o eleitor, abre-se espaço para que os interesses da população sejam deixados de lado, prevalecendo o interesse próprio, o 
corporativismo e o patrimonialismo, mãe de todas as nossas mazelas políticas.

Tudo isto vem gerando uma crise institucional, indicando a necessidade de uma reforma política. O que vemos hoje é uma grande insatisfação com o modelo representativo e, como bem disse Fernando Henrique Cardoso em seu discurso na Academia Brasileira de Letras: "Temos um sistema político enfermo. Precisamos reinventar a democracia. Falta o essencial: a alma democrática.”.


  



   

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