O PALÁCIO FRANCÊS (Quai D'Orsay) - Dir. Bertrand Tavernier, França, 2013.
Recém formado na Escola Nacional de Administração, Arthur Vlaminck é chamado para trabalhar no Ministério das Relações Exteriores à serviço do ambicioso ministro Alexandre Taillard. Arthur será responsável por elaborar os discursos do ministro, mas logo percebe que em meio a golpes políticos e vaidades pessoais, esta tarefa não será nada fácil.Super, magnifique, parfait !!!
Ok, talvez não seja o maior filme do mundo, mas é o tipo de filme que amo porque os diálogos são inteligentes, embora nem sempre fáceis de acompanhar, é um filme extremamente ágil, foi comparado a um vaudeville moderno pela Variety. Porque é uma sátira saborosa sobre os bastidores do poder na "côrte" francesa atual e uma brilhante adaptação da história em quadrinhos de Antonin Baudry baseada na sua experiência pessoal como secretário de Dominique de Villepin, quando ministro das Relações Exteriores da França (mais tarde foi primeiro-ministro).
Em 2003 D.Villepin fez um discurso na ONU onde se opôs fortemente à invasão do Iraque. Para a Variety "... é um homem em constante movimento, que se move através do próprio Ministério provocando estrondo - qualquer coisa que não seja pregado será pego em seu vento de cauda. O personagem sai do quadro para, em seguida, quase que instantaneamente, re-entrar a partir do oposto e cada abertura de uma porta é acompanhado por um assobio- vendaval." Tavernier consegue que a energia explosiva do ator - seus gritos exuberantes de "camarade," seu solilóquio sobre os benefícios do marcador de texto, apesar do exagero, não se torne caricatural. "Responsabilidade. Unidade. Eficiência" é a máxima de Taillard" e Arthur acaba percebendo que há astúcia por traz do jogo de cena de Taillard. Outro personagem excelente é também do ator Niels Arestrup que faz o papel do responsável por apagar incêndios durante a crise no Iraque (Lousdemistan).
Tavernier filma em locações reais (incluindo o Conselho de Segurança da ONU), misturando farsa e realidade. O ministério é mostrado como um labirinto quase infinito de longos corredores dourados que se abrem para grandes salas palacianas. E o nome Quai D'Orsay deve-se ao local, na margem esquerda do Sena.
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