Semana que vem devo ir para a Escandinávia, Rússia e Polônia, terminando de conhecer a Europa e já fazendo planos para ir a África (conheço só o Marrocos) e a Indochina. Assim, a sentença paterna passou a ser: "viaje muito".
Não sou do tipo de pessoa que evita pensar na morte, ao contrário, estou sempre lembrando que um dia tudo isto acabará e que morrerei. E, é porque ela esta muito presente para mim que sinto que preciso viver a vida o mais intensamente que puder. Que o tempo que me resta passará muito rápido e que cada segundo é precioso.
Não que pense que morrerei logo, acredito mesmo que viverei até os 100 anos, ou perto disto. Portanto, não é exatamente a morte que me preocupa, mas a vida em sua finitude. Faço as contas e vejo que tenho, mais ou menos uns escassos 20 anos de vida ativa e, que depois dos 80 já não estarei tão presente na "festa" da vida. Espero, no entanto, que não à margem desta.
Depois dos 80 é possível que esteja mais preocupada em ter uma vida confortável e um bom plano de saúde. Que as limitações físicas me obriguem a interagir menos com as pessoas, me impedindo de viajar mas, espero, não me impeçam de continuar ligada ao mundo. Que não só a bagagem que trago dentro de mim, minhas experiências e recordações sejam ricas o bastante para tornar mais prazerosa minha velhice mas, que também mantenha acessa a curiosidade pela vida.
Depois dos 80 é possível que esteja mais preocupada em ter uma vida confortável e um bom plano de saúde. Que as limitações físicas me obriguem a interagir menos com as pessoas, me impedindo de viajar mas, espero, não me impeçam de continuar ligada ao mundo. Que não só a bagagem que trago dentro de mim, minhas experiências e recordações sejam ricas o bastante para tornar mais prazerosa minha velhice mas, que também mantenha acessa a curiosidade pela vida.
Para muitas mulheres, o que dá sentido à sua vida é a família, filhos e netos. E tudo é investido para que na velhice estes a preencham, o que nem sempre acontece. Nada garante que estarão presentes e o idoso, poderá então viver em um grande vazio, tornando-se muitas vezes, depressivo.
E serão aquelas pessoas que tiveram uma vida menos limitada à família, que mantiveram-se ligadas aos acontecimentos ao seu redor, que são curiosas, que saberão lidar melhor com suas novas limitações e terão uma vida menos resumida.
No meu caso, penso que continuarei interessada na vida política do país, nos bastidores do Congresso Nacional, nos conflitos no oriente médio e nas diferenças culturais pelo mundo. Espero continuar escrevendo, podendo ser uma autobiografia onde poderei abrir meus arquivos pessoais ou seja, meus blogs, que são meus relatos de viagens e assim possa construir uma nova narrativa de vida que me mantenha na festa da vida.
No meu caso, penso que continuarei interessada na vida política do país, nos bastidores do Congresso Nacional, nos conflitos no oriente médio e nas diferenças culturais pelo mundo. Espero continuar escrevendo, podendo ser uma autobiografia onde poderei abrir meus arquivos pessoais ou seja, meus blogs, que são meus relatos de viagens e assim possa construir uma nova narrativa de vida que me mantenha na festa da vida.