Pioramos na nossa representação e, hoje, a qualidade do congresso não poderia ser pior. Basta lembrarmos a votação do impeachment: "voto pela minha mãe, pela minha vozinha, por Israel, etc.". E, se não temos mais um Ulisses Guimarães, um Mário Covas, um Nelson Carneiro, etc., é também porque escolhemos mal nossos representantes.
O problema não se resume a escolha dos candidatos, ele passa também pelo nosso sistema político que é indutor de más condutas e, hoje a função do Legislativo é, tão somente, a de distribuir cargos e recursos, no mais puro fisiologismo.
O que é ser um político nos dias atuais senão nomear correligionários para cargos nos órgãos públicos e aprovar emendas para suas bases?
Decepcionados, acabamos virando às costas para a política - esta não nos representa mais, a sociedade evoluiu e se transformou e a classe política continua representando suas paróquias, ao estilo das velhas oligarquias.
A verdade é que este sistema está falido e precisamos corrigir suas deformações, caso contrário serão frustradas as expectativas que se criaram à partir de março/2013 e, teremos como consequência, um maior distanciamento entre a sociedade e a política.
Se existe unanimidade é a de que queremos acabar com a corrupção porém, sem reformas estruturais estas não acabarão pois, não adianta combater o sintoma sem ir à causa. Assim como, não basta só mandar os corruptos para a cadeia que virão outros no lugar destes.
E ainda, correremos o risco de um novo Color ou, de que Dilma, voltando ao Planalto (batam na Madeira), proponha um plebiscito para a convocação de novas eleições e Lula saia candidato “para estancar a sangria da Lava Jato”, ou mesmo, o que o Dep. Bolsonaro ou algum outro "salvador da pátria" se elejam.
É preciso, portanto, que a população volte às ruas em prol de reformas, caso contrário, nunca entraremos na modernidade política e continuaremos a ser mandados e, consequentemente, roubados por aqueles que gostam de "política".
Beatriz de Sousa Arruda
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