Mas não é só de reforma política que precisamos - vivemos uma combinação de crise política com crise econômica e uma vem alimentando a outra. O que significa que precisamos também de medidas que resolvam a questão econômica para colocarmos novamente o país nos eixos.
Com o impedimento da presidente e, independente de quem venha a assumir o próximo governo, é preciso que este se comprometa com mudanças estruturais.
A constituição de 88 engessou as finanças do país quando determinou que 75% do orçamento da União fosse vinculado ao aumento da receita. Portanto, se aumentamos a receita, aumentamos na mesma proporção a despesa. Ou seja, não adianta o país crescer 5% se a despesa cresce na mesma proporção. Precisamos desingessar as finanças.
Mas também, urgentemente, de uma reforma na previdência. Antigamente o brasileiro começava a trabalhar muito cedo justificando que se aposentasse também mais cedo. Com 50 anos já se era um idoso, mas hoje não podemos aceitar que com esta idade se pare de trabalhar.
E, principalmente, precisamos acabar com a quantidade enorme de subsídios, isenções e privilégios que beneficiam uma grande parcela dos contribuintes. Uma pesquisa constatou que 60% da população recebe algum tipo de pagamento da União.
Isto tudo só foi agravando com a política social do PT, o que significa que precisamos de menos populismos e mais capitalismo. Acima de tudo, precisamos diminuir o tamanho do Estado. E acho que não seria nada mal se privacisassemos a Petrobras. Se já tivéssemos feito isto, provavelmente ela estaria dando muito mais lucro ao país e não teríamos tanta corrupção.